O Ministério Público Federal (MPF) realiza, nos dias 14 e 15 de maio de 2026, em João Pessoa (PB), o seminário “Caatinga: desafios e aspectos socioambientais”, com o objetivo de promover um debate técnico e institucional sobre a preservação da Caatinga, a proteção das comunidades tradicionais e os impactos ambientais e climáticos que afetam o bioma.
Exclusiva do Brasil, a Caatinga ocupa principalmente a região Nordeste, abrangendo, em parte ou no todo, os estados de Alagoas, Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco, Piauí, Rio Grande do Norte, Sergipe e o norte de Minas Gerais. Adaptado ao clima semiárido, o bioma possui rica biodiversidade, espécies endêmicas e vegetação resistente à escassez de água, mas enfrenta ameaças crescentes relacionadas ao desmatamento, às mudanças climáticas, às queimadas, à desertificação e ao uso inadequado do solo.
O evento será realizado no auditório do MPF e contará com painéis voltados à discussão de temas como mudanças climáticas, desmatamento, combate à desertificação, gestão sustentável de recursos naturais, impactos das chamadas energias renováveis nos territórios e desafios das unidades de conservação da Caatinga.
A programação também abordará os impactos sociais e ambientais enfrentados por povos indígenas, quilombolas, agricultores familiares e outras comunidades tradicionais que vivem no semiárido brasileiro. Entre os participantes estão representantes de universidades, órgãos ambientais, movimentos sociais, instituições públicas e organizações da sociedade civil.
O seminário é coordenado pela 4ª Câmara de Coordenação e Revisão do MPF, responsável pela coordenação e revisão das ações institucionais ligadas à defesa do meio ambiente e do patrimônio cultural; pela 6ª Câmara de Coordenação e Revisão, que atua na proteção de povos indígenas e comunidades tradicionais; e pela Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do MPF voltado à promoção e defesa dos direitos fundamentais e da cidadania.
A iniciativa busca fortalecer o debate público e institucional sobre a preservação da Caatinga e contribuir para a construção de políticas públicas voltadas à conservação da biodiversidade, à proteção dos recursos naturais e à garantia dos direitos das populações que vivem no bioma.
Fonte:Ascom/MPF





























