20 de setembro de 2026
  • SOBRE
  • EXPEDIENTE
  • ANUNCIE
  • CONTATO
No Result
View All Result
A Reportagem


  • CAMPINA GRANDE
    Campina Grande oferece 909 vagas de emprego, conforme sistema de cadastro do Sine Municipal

    Campina Grande oferece 909 vagas de emprego, conforme sistema de cadastro do Sine Municipal

    Mais de mil estudantes da Rede Municipal participam de exposição imersiva sobre Van Gogh

    Mais de mil estudantes da Rede Municipal participam de exposição imersiva sobre Van Gogh

    Candidata Rosália Lucas, filha de Campina Grande,  intensifica visitas aos bairros para apresentar propostas e ouvir moradores

    Candidata Rosália Lucas, filha de Campina Grande, intensifica visitas aos bairros para apresentar propostas e ouvir moradores

    Prefeitura e Sine Municipal realizam Feirão com mais de 100 oportunidades para Pessoas com Deficiência

    Prefeitura e Sine Municipal realizam Feirão com mais de 100 oportunidades para Pessoas com Deficiência

    Obras do VLT avançam com chegada de máquina especializada para nivelamento e alinhamento da via permanente

    Obras do VLT avançam com chegada de máquina especializada para nivelamento e alinhamento da via permanente

    STTP interdita temporariamente passagem de nível da Avenida Dinamérica nesta quinta-feira

    STTP interdita temporariamente passagem de nível da Avenida Dinamérica nesta quinta-feira

  • CIDADES
  • CARIRI
  • PARAÍBA
  • BRASIL
  • POLÍTICA
  • POLICIAL
  • MAIS
    • ECONOMIA
    • ESPORTES
    • JUSTIÇA
    • SÃO JOÃO
      Prefeitura de Monteiro realiza abertura da Semana da Pátria

      Prefeitura de Monteiro realiza abertura da Semana da Pátria

      São João de Monteiro é considerado o mais seguro da Paraíba

      São João de Monteiro é considerado o mais seguro da Paraíba

      Recicla São João supera marca de 2025 e fecha edição 2026 com um novo recorde de 78,5 toneladas de materiais recolhidos

      Recicla São João supera marca de 2025 e fecha edição 2026 com um novo recorde de 78,5 toneladas de materiais recolhidos

      Programação da Secretaria de Cultura reúne mais de 6 mil artistas e fortalece tradição d’O Maior São João do Mundo

      Programação da Secretaria de Cultura reúne mais de 6 mil artistas e fortalece tradição d’O Maior São João do Mundo

      Procon-CG encerra o São João com saldo positivo e a entrega de mais de 15 mil materiais educativos

      Procon-CG encerra o São João com saldo positivo e a entrega de mais de 15 mil materiais educativos

      STTP encerra atuação n’O Maior São João do Mundo 2026 com redução de sinistros de trânsito e transporte público fortalecido

      STTP encerra atuação n’O Maior São João do Mundo 2026 com redução de sinistros de trânsito e transporte público fortalecido

    • GERAL
  • RÁDIO AO VIVO
No Result
View All Result
A Reportagem
No Result
View All Result

Fragmentação de dados dificulta prevenção de feminicídios

Redação 01 by Redação 01
20 de setembro de 2026
in Justiça
Fragmentação de dados dificulta prevenção de feminicídios


AGÊNCIA BRASIL

Ameaças, agressões e descumprimentos de medidas protetivas frequentemente aparecem antes de um feminicídio. No entanto, especialistas avaliam que a fragmentação dos serviços de atendimento a vítimas de violência faz com que oportunidades de intervenção sejam perdidas e que sinais conhecidos pelo Estado acabem, em muitos casos, em mortes que poderiam ter sido evitadas.

Para a promotora Silvia Chakian, do Ministério Público de São Paulo (MP-SP), as diferentes instituições que trabalham no combate à violência e no atendimento às vítimas precisam atuar de forma integrada, como acontece, por exemplo, no enfrentamento à criminalidade organizada.

“A fragmentação institucional, em que cada instituição registra apenas parte do fenômeno, faz com que o Estado tenha uma visão de fragmentos, não da trajetória de violência”, disse a promotora, durante o painel Feminicídios e violência doméstica: por que seguimos falhando?, realizado no 20º Encontro do Fórum Brasileiro de Segurança Pública.

“A ausência de integração de dados estratégicos e as ilhas de informação das instituições que não se conversam, somadas às falhas na fiscalização das medidas protetivas de urgência, estão transformando oportunidades de proteção em falhas que resultam nas mortes de mulheres”, acrescentou a promotora.

O delegado Julio Guebert, professor da Academia de Polícia Civil de São Paulo, também defende que os serviços de atendimento às vítimas de violência operem em rede, conectando diferentes órgãos e profissionais, como forma de superar as ações isoladas.

“Se não tiver uma rede, nós não vamos chegar a lugar nenhum.”

“Você tem uma porta na delegacia, uma porta no MP, uma porta na Defensoria, na saúde, na educação. Todas essas portas têm que chegar na mesma sala. Isso é a rede. É o que a gente está tentando implantar. É complexo, é custoso, quando você fala de orçamento. Mas é a única solução.”

Omissão do Estado

De acordo com dados do Fórum Brasileiro de Segurança Pública (FBSP), 72,9% dos municípios com menos de 100 mil habitantes não dispõem de nenhum serviço especializado de atendimento à mulher.

“É exatamente nesses territórios que a gente tem visto essas mortes acontecerem, porque as mulheres não têm sequer onde pedir ajuda”, afirmou a promotora Silvia Chakian.

“Então, também é verdade que a gente colhe um legado de negligência, de leniência e omissão estatal no investimento e na destinação do orçamento público compatível com a magnitude do problema. Isso precisa ser dito”, ressaltou.

Para a delegada titular da 1ª Delegacia de Defesa da Mulher (DDM), Cristine Costa, é preciso criar mecanismos que facilitem o acesso da mulher vítima de violência a um registro de ocorrência. Ela cita a implementação do boletim de ocorrência eletrônico de violência doméstica em São Paulo. Pelo sistema, também é possível solicitar medidas protetivas pelo celular.

Em uma segunda frente de trabalho da Polícia Civil, ela defende a qualificação dos policiais para que acolham a vítima sem fazer nenhum tipo de julgamento sobre a gravidade da violência que ela sofreu, incluindo denúncias de ameaça ou injúria.

“A gente tem que acolher essa mulher no primeiro sinal de violência.”

“Para que acolham essa mulher no primeiro sinal de violência sem pré-julgamento, sem que ela se sinta mal de estar ali para narrar um crime que [pode parecer para alguns] que não é relevante, mas a gente sabe que é o início de uma escalada criminosa que pode, sim, culminar com o feminicídio”, disse a delegada.

Ódio e misoginia

A escalada da brutalidade da violência contra as mulheres, segundo Silvia Chakian, tem chamado a atenção dos diferentes profissionais que trabalham com a questão.

“São 61 golpes contra o rosto da mulher dentro do elevador, é a mulher atropelada e arrastada na via pública até perder as pernas.”

“Esse ódio, essa manifestação de mais violência, é reflexo também desse caldo cultural que cresce nas redes, do fomento desse discurso misógino, que propaga uma ideia de desvalor, uma propaganda negativa sobre as mulheres”, relatou a promotora.

Ela acrescenta que o discurso misógino tem cooptado jovens cada vez mais cedo.

“Aproveitando-se das frustrações típicas da adolescência, muitas vezes, ou de vulnerabilidades sociais, para poder atrair, sob o fio condutor da misoginia, os jovens para esse discurso, que lá na frente vai justificar muita violência.”

Embora não haja um único ponto que explique a atual violência contra as mulheres, a promotora afirma que os índices de violência contra mulheres estão diretamente relacionados aos índices de desigualdade de gênero no país, que ainda são alarmantes.

“Se nós queremos [nos] antecipar, prevenir essas mortes, é preciso garantir um reposicionamento das mulheres na sociedade, em termos de acesso a direitos fundamentais, a direitos humanos, seja no âmbito da educação, da saúde, da habitação, do trabalho digno, do desenvolvimento social”, disse Silvia.

Subnotificação

Os registros de feminicídios aumentaram 4,7% em 2025, na comparação com o ano anterior. A promotora do MP-SP Juliana Tocunduva, que atua na Casa da Mulher Brasileira, na capital paulista, destaca que o resultado contrasta com os casos de homicídios dolosos, que tiveram diminuição.

Entre as falhas do Estado no enfrentamento à violência doméstica e ao feminicídio, ela aponta a subnotificação dos casos de violência contra mulheres.

“A gente não tem tantos dados de registros em relação às ameaças ou às violências ocorridas anteriormente. (…) São inúmeras barreiras que a mulher que sofre violência precisa enfrentar até chegar a um pedido de socorro, um registro de boletim de ocorrência.”

Entre os fatores, Juliana cita falta de acesso à Justiça, descrença nas instituições de segurança pública, não saber os seus direitos, medo de eventual represália do agressor, medo de deixar os filhos para trás e dependência econômica.

“Outra falha é em relação à fiscalização de cumprimento de medida protetiva de urgência. A gente teve um aumento significativo na concessão das medidas protetivas, foram mais de 621 mil medidas concedidas [em 2025]. Mas a gente tem, também, 135 mil descumprimentos de medida protetiva”, mencionou.

Além disso, Juliana relata que, nas cidades do interior, a rede de atendimento às mulheres vítimas de violência é absolutamente deficitária. Em muitos casos, não há serviço socioassistencial, delegacia especializada funcionando 24 horas por dia, juizado nem promotoria especializados.

“São esses gargalos e obstáculos que a gente vai encontrar no enfrentamento à violência doméstica que, muitas vezes, impedem uma ação para evitar o escalonamento da violência e, por fim, o feminicídio”, avaliou a promotora.

 


Brasília (DF), 07/08/2026 - arte violência contra as mulheres
Brasília (DF), 07/08/2026 - arte violência contra as mulheres

Brasília (DF), 18/09/2026 – Arte violência contra as mulheres – Arte/Agência Brasil




Fonte:© AGÊNCIA BRASIL
Foto: Reprodução/Internet

A Reportagem

Confira as últimas de hoje e as primeiras de amanhã, além dos bastidores do Poder, da Política e muito mais...

  • SOBRE
  • EXPEDIENTE
  • ANUNCIE
  • CONTATO

© 2026 A REPORTAGEM - Todos os direitos reservados Holos Comunicação

No Result
View All Result
  • CAMPINA GRANDE
  • CIDADES
  • CARIRI
  • PARAÍBA
  • BRASIL
  • POLÍTICA
  • POLICIAL
  • MAIS
    • ECONOMIA
    • ESPORTES
    • JUSTIÇA
    • SÃO JOÃO
    • GERAL
  • RÁDIO AO VIVO

© 2026 A REPORTAGEM - Todos os direitos reservados Holos Comunicação

  • Aumentar fonte
  • Diminuir fonte
  • Preto e branco
  • Inverter cores
  • Destacar links
  • Fonte regular
  • Redefinir
Page Reader Press Enter to Read Page Content Out Loud Press Enter to Pause or Restart Reading Page Content Out Loud Press Enter to Stop Reading Page Content Out Loud Screen Reader Support
Real Accessability