A equipe de fiscalização do Procon de Campina Grande deu mais um importante passo para garantir a segurança e a saúde dos forrozeiros d’O Maior São João do Mundo ao capacitar, nesta quinta-feira (28), oito de seus fiscais para a utilização de kits de identificação de metanol em bebidas alcoólicas.
O foco dessa frente de ação preventiva está na categoria de cachaças brancas e/ou pratas, popularmente conhecidas como “cristais”. A iniciativa do órgão tem como principal objetivo coibir a venda de produtos adulterados com o metanol, uma substância altamente tóxica cuja ingestão representa um gravíssimo risco à vida da população.
O treinamento que preparou os agentes do Procon-CG foi realizado de forma detalhada e prática nas instalações do Laboratório de Instrumentação Industrial (LINS), da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB). A capacitação foi conduzida e ministrada diretamente pelos cientistas Marcelo Bento e Kallyna Costa, profissionais que trabalharam ativamente em todo o processo de desenvolvimento da tecnologia desses kits colorimétricos, o que garantiu aos fiscais o repasse de informações precisas e técnicas sobre o manuseio adequado dos testes.
Com a conclusão dessa etapa, a equipe ganha um reforço ágil e essencial para as ações de fiscalização durante a realização d’O Maior São João do Mundo. A grande vantagem tecnológica dos kits é que, a partir de agora, sempre que houver qualquer suspeita de irregularidade ou adulteração nas bebidas comercializadas na festa, os fiscais do Procon-CG não precisarão aguardar processos demorados. Eles poderão realizar os testes de detecção in loco, diretamente nas barracas e quiosques do Parque do Povo, garantindo uma resposta imediata e protegendo forrozeiros e turistas de possíveis intoxicações no próprio local do evento.
O desenvolvimento desses kits inovadores que chegam às mãos dos fiscais é fruto de um robusto trabalho de pesquisa acadêmica voltado para a detecção de metanol em bebidas destiladas. O estudo foi liderado e coordenado pelo professor David Douglas Fernandes, pesquisador vinculado ao Programa de Pós-graduação em Química (PPGQ).
O projeto de excelência contou também com a colaboração de uma equipe multidisciplinar formada pelo professor Railson de Oliveira Ramos, pelo professor Germano Veras, também ligado ao PPGQ, e pelo professor Felix Brito, do Programa de Pós-Graduação em Ciência Animal (PPGCA), além de contar com a participação ativa e o empenho de diversos outros pesquisadores e acadêmicos que tornaram essa tecnologia em prol da saúde pública uma realidade.
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