As manifestantes fazem parte do grupo francês “Riposte Alimentaire” (Resposta Alimentar), que defende o direito a uma alimentação saudável e sustentável para todos. Segundo elas, o sistema agrícola atual está doente e os agricultores estão morrendo no trabalho, vítimas de exploração, endividamento e agrotóxicos. Elas também denunciam o desperdício de alimentos, a poluição dos solos e das águas, e as emissões de gases de efeito estufa causadas pela produção e pelo transporte de alimentos.
Para resolver essa situação, o grupo propõe que os alimentos sejam incluídos na rede de segurança social e que cada residente receba um cartão com 150 euros por mês para comprar produtos pré-aprovados e “democraticamente selecionados”. Eles também exigem que o governo apoie a transição para uma agricultura orgânica, local e diversificada, que respeite os direitos dos trabalhadores e dos animais, e que contribua para a mitigação e a adaptação às mudanças climáticas.
O protesto no Louvre não foi o primeiro nem o último do grupo, que já realizou outras ações similares em outros museus e monumentos da França e da Europa. Eles afirmam que não têm nada contra a arte, mas que querem mostrar que não há arte em um planeta morto. Eles também esperam provocar um debate público sobre a questão alimentar, que consideram urgente e vital.
A reação das autoridades e do público foi mista. Alguns apoiaram a causa e a criatividade das ativistas, outros criticaram a violência e o desrespeito ao patrimônio cultural. A pintura da Monalisa não foi danificada, pois estava protegida por um vidro blindado, mas as manifestantes foram detidas e podem responder por vandalismo. O museu do Louvre informou que vai reforçar as medidas de segurança para evitar novos incidentes.