Por: Aziel Lima
Hoje escrevo não para atacar ninguém, mas para provocar uma reflexão.
Como representante da ASSORAC – Associação Raízes da Cultura e diretor e representante da ADCPIN – Associação de Comunicadores e Profissionais de Imprensa do Nordeste, há anos caminho entre comunidades, escolas, cultura e comunicação. Conheço de perto quem faz rádio, blog, site, jornalismo comunitário, arte e cultura, muitas vezes lutando para simplesmente ser visto e reconhecido.
Também sou idealizador de projetos que nasceram dentro da comunidade. O Jovem Repórter abre espaço para jovens e recebe estudantes e estagiários de universidades públicas e privadas. O trabalho nas escolas leva temas sociais, cidadania, direitos e prevenção para dentro da comunidade escolar. E o Nordeste D Versos abre a mídia para artistas, poetas e manifestações da nossa cultura.
Por isso, dói assistir a tantos talentos da cultura sendo quase “enterrados vivos” pela falta de reconhecimento, enquanto projetos que transformam vidas continuam sobrevivendo muito mais pela persistência de quem os faz do que pelo apoio que recebem.
É desse lugar que nasce meu desabafo.
Não queremos favor. Queremos respeito. Queremos diálogo. Queremos que reconheçam o tamanho de quem está na base trabalhando quando não existe eleição, palanque, câmera ou aplauso.
E 2026 me faz pensar ainda mais sobre isso. Tenho refletido profundamente sobre o meu voto, porque nós também temos vez, voz e decisão. A urna nos dá a oportunidade de avaliar histórias, atitudes, compromissos e decidir livremente quem receberá a procuração popular para representar a sociedade.
Quem chegar lá precisa lembrar de quem estava aqui.
Porque a verdadeira transformação não deveria descer de Brasília para o povo. Ela precisa nascer no povo e chegar a Brasília.
O poder emana do povo. E quem deseja representar o povo precisa, antes de tudo, aprender a enxergá-lo, ouvi-lo e respeitá-lo.
Fica o desabafo de um poeta, comunicado
Créditos: Poeta Aziel Lima
Foto:Rede Social.





























